No testemunho do Neurocientista Nuno Sousa o habitar surge associado ao reconhecimento dos espaços próprios e a uma relação identitária estabelecida com os mesmos. Habitar os espaços de acolhimento, que foi construindo, permite-lhe a libertação de corpo e mente para o exercício de outras actividades. Relativamente ao período pós-covid19, referiu as perdas, essencialmente sociais, que devem ser recuperadas; o ruir dos limites entre o espaço privado e o espaço público e a consequente invasão do espaço próprio. Referiu também a importância das rotinas na nossa saúde mental e o impacto que as transformações repentinas vividas no nosso quotidiano podem ter na nossa estrutura cerebral.
Nesta entrevista, levada a cabo pela Arquitecta Ana Sofia Silva, Nuno Sousa levanta inúmeras questões de grande relevo e revela o seu olhar múltiplo e transversal de habitante, neurocientista e professor. Aqui fica o seu valioso testemunho.