Na conversa com a arquitecta Ana Sofia Silva, o geógrafo Álvaro Domingues referiu a profanação do espaço doméstico durante o tempo de confinamento que vivemos. Viu no écran do computador uma espécie de buraco negro, que permitiu que todas as actividades ocupassem o lugar sagrado da casa. Lugar que é sentido como o mundo seguro, onde se encontra certo conforto e paz de espírito. Referiu também a aceleração do desenvolvimento tecnológico e a nossa condição de tecno-humanos, seres cada vez mais imersos em sistemas sociotécnicos.
Aqui fica o abrangente testemunho de Álvaro Domingues, que cruza a experiência subjectiva com uma visão ampla da vida urbana dos nossos dias. Aqui se publica mais um riquíssimo testemunho sobre as problemáticas relativas ao habitar.