Recebemos Samuel Úria, o trovador de patilhas, como alguém lhe chamou.
Músico, compositor, escritor de canções, com vários discos no curriculum, alguns prémios, como o mais recente Globo de Ouro para melhor canção com 2000 A. D.
Tem uma relação precoce com a palavra, primeiro enquanto leitor e escritor de poemas meio às escondidas. Depois, ganhou um prémio literário num concurso da escola, e as coisas passaram a ser diferentes.
Conta-nos que ler e escrever foram das grandes descobertas da sua vida, e será também por isso que algumas letras que vem fazendo dialogam com poemas publicados.
Escolheu, como costuma acontecer, alguns poemas para servirem de rede à nossa conversa, onde todos os temas são bem vindos, até religião e política.
Poemas:
O tempo aprazado, Ingeborg Bachmann (tradução de João Barrento)
Miguel Duarte – Agora é que o mundo vai conhecer a peste
Carlos Drummond de Andrade – Confissão
Alexandre O’ Neill – Um Adeus Português
Leonard Cohen – Take this longing (tradução de Samuel Úria)