No episódio 334 falamos sobre Ecommerce AI Marketplaces, a campanha "atrasados ambientais" e AI slop ou sofisticação.
Episódio de 8/01/2026
Grupo de WhatsApp: https://w.marketingporidiotas.pt
MIGUEL
ECOMMERCE AI MARKETPLACES E COMO OS MARKETEERS PODEM DOMINAR ESTA NOVA TENDÊNCIA
Esta semana venho falar-vos sobre esta revolução que vamos ver nascer em 2026 que são os ECOMMERCE AI MARKETPLACES.
O que é isto perguntam vocês?
O Frederco Carvalho explica:
Um AI Marketplace é um ecossistem...
No episódio 334 falamos sobre Ecommerce AI Marketplaces, a campanha "atrasados ambientais" e AI slop ou sofisticação.
Episódio de 8/01/2026
Grupo de WhatsApp: https://w.marketingporidiotas.pt
MIGUEL
ECOMMERCE AI MARKETPLACES E COMO OS MARKETEERS PODEM DOMINAR ESTA NOVA TENDÊNCIA
Esta semana venho falar-vos sobre esta revolução que vamos ver nascer em 2026 que são os ECOMMERCE AI MARKETPLACES.
O que é isto perguntam vocês?
O Frederco Carvalho explica:
Um AI Marketplace é um ecossistema digital em que a descoberta, recomendação e, muitas vezes, a compra de produtos ou serviços são mediadas por sistemas de Inteligência Artificial, em particular modelos de linguagem (LLMs), em vez de motores de pesquisa tradicionais ou marketplaces clássicos.
Tanto a OPENAI como a GOOGLE anunciaram que vamos poder comprar produtos diretamente no LLM em 2026…
A esta nova forma de fazer compras chama-se Ecommerce AI Native, ou AI Marketplace, ou uma salganhada qualquer que lhe queiram chamar…
As principais diferenças de um AI Marketplace para um marketplace normal são:
- Interface conversacional – funciona como chatbot;
- Descoberta baseada na intenção e contexto – Explicamos as nossas necessidades, para quem se destina o que procuramos, as situações e a Inteligência Artificial descobre os produtos, serviços e soluções ideais;
O que isto significa para os marketeers?
- Parte do Ecommerce vai passar a ser AI Native… A cada mês que passa vamos pensar mais e mais em como vender nos LLMs até que vai chegar ao ponto de já só pensarmos nisso!
- O FUNIL COLAPSA - A pesquisa, a comparação e decisão acontecem numa única experiência contínua. Em alguns casos, a compra é feita sem sair da conversa.
- Menos dependência de rankings e anuncios tradicionais;
- A visibilidade surge através de recomendações inteligentes e não apenas de prateleiras digitais.
- SEO e PAID media vão evoluir de keywords e biddings e terão de ser otimizados para contexto, relevância e confiança para serem recomendados
- O branding vai ganhar um novo relevo pois marcas mais confiáveis poderão ganhar mais destaque
- Oportunidade para pequenos retalhistas
o O AI Marketplace reduz a dependência de “página 1 do Google”. Pequenos players podem competir com base em mérito, relevância e valor do produto, e não apenas em orçamento publicitário
- Os gatekeepers tradicionais vão ter de se adaptar… A Amazon e os outros vão passar a ter chatbots inteligentes, vão fazer parcerias com os LLMs mais populares ou então vão desaparecer gradualmente…
- Por agora os LLMs vão ser parceiros dos grandes marketplaces...no futuro vão fazer aquilo que a inteligência artificial faz sempre...tomar conta do negócio e acabar com intermediários
.
As perguntas que eu tenho para vocês são:
O que podem os marketeers fazer para surfarem esta onda e não serem apanhados na rebentação?
Será que a amazon se vai deixar apanhar na rebentação?
DIOGO
Então há muito que não tínhamos uma campanha entre aspas controversa aqui no podcast e por isso quis trazer a última campanha do Eletrão dos Atrasados ambientais.
Já ouviram falar?
Vamos ouvir o anúncio para quem não ouviu.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=RnGht2Qs4RM[/embed]
Esta campanha foi partilhada no nosso grupo assim que saiu pelo grande Luíz Menezes que está sempre atento e o comentário do Luiz já tinha sido: “por falar em tem tudo para correr bem...só que não”
E claro basta irmos ao post do Instagram da marca e temos:
https://www.instagram.com/reel/DS2adPBCEjq/
De dizer que a campanha foi criada pelo Escritório e segundo o CEO da Eletrão:
“A associação escolheu "usar humor e um certo desconforto saudável para pôr o tema na mesa, antes de mais um ano de metas por cumprir"
E que este post é um dos mais vistos na conta de Instagram da Associação. E o anúncio está um alcance de 4 milhões de utilizadores.
Biblioteca de Anúncios
Por último de referir que a associação não retirou até ao momento o anúncio do ar e a campanha está em televisão, rádios, mupis, digital e redes sociais.
Questão para vocês é se pensam que o anúncio deveria ser retirado do ar ou não? Ou se vêem algo de errado com o anúncio?
FRED
A opinião da Microsoft e da Google sobre AI SLOP
Numa semana, Satya Nadella, CEO da Microsoft, escreveu no seu blog pessoal que o sector precisa de ultrapassar a discussão “slop vs sophistication” e focar-se na integração da Inteligência Artificial na vida e no trabalho.
Pensar nisto como uma “ferramenta amplificadora” do potencial humano.
Vale a pena traduzir isto para linguagem de gente ocupada: “AI slop”, um tema abordado neste podcast, episódio 294, é a expressão que ganhou tração para descrever conteúdo gerado por Inteligência Artificial com aspeto convincente, mas de baixo valor: texto genérico, repetitivo, por vezes errado, e frequentemente indistinguível de algo bem escrito à primeira vista. É o equivalente digital a uma prateleira cheia de produtos com embalagens bonitas… e ingredientes fracos.
A discussão “slop vs sofisticação” é, no fundo, a pergunta que os utilizadores fazem todos os dias: isto ajuda mesmo ou só parece que ajuda?
E o tema está quente porque a quantidade de conteúdo automático aumentou e as plataformas começaram a servi-lo em escala, inclusive em resultados de pesquisa.
Dias depois,
Jaana Dogan, engenheira principal ligada ao ecossistema do Gemini, sugeriu que o sentimento anti-IA aparece quando as pessoas estão “burned out” — cansadas de experimentar tecnologia nova. A leitura implícita é desconfortável: em vez de se discutir “qualidade”, discute-se a “reação” de quem usa.
E há fumo, com números.
Um estudo recente do Pew Research Center, baseado em navegação real em pesquisas Google, identificou um padrão claro: quando aparece um resumo de IA, a probabilidade de clique em links desce de 15% para 8%. Em termos simples, a resposta aparece antes do clique… e menos gente sai do Google para ler a fonte.
Para quem vive de tráfego (media, publishers, afiliados, comparadores), isto pode ser receita desaparece do dia para a noite.
Em paralelo, já existem queixas formais na Europa contra as AI Overviews por alegado abuso de posição dominante e uso de conteúdo de publishers sem um “opt-out” proporcional ao impacto gerado. A fricção é antiga, mas agora é mais aguda: durante anos, o acordo implícito foi “deixem rastrear e, em troca, recebem distribuição e tráfego”. Se o rastreamento continua, mas o tráfego diminui, o contrato psicológico parte-se.
Para quem trabalha em marketing, isto não é conversa de Silicon Valley.
É a vida real, porque o marketing vive de duas moedas: **atenção e confiança**.
Se a atenção passar a ser intermediada por resumos e agentes, pode haver eficiência sim senhor, mas perde-se controlo sobre contexto e a atribuição.
A marca deixa de “aparecer” como escolheu e passa a aparecer como o assistente decidiu.
E se a confiança for corroída por respostas erradas, enviesadas ou “meias verdades bem escritas”, o custo além da reputação, pode ser uma conversão perdida, suporte sobrecarregado, ruído, enfim.
Pergunta:
1. Se a atenção está a migrar de cliques para “respostas prontas” (resumos e agentes), o que deve mudar primeiro numa estratégia de marketing: conteúdo, SEO, media pago ou a própria proposta de valor? Porquê?
Como é que uma marca “ganha” dentro de um resumo de IA sem controlar o contexto? Que sinais práticos aumentam a probabilidade de ser citada ou recomendada de forma favorável?
Sobre o Podcast Marketing por Idiotas
O podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico.
O podcast é apresentado pelos comentadores com lugar cativo o freelancer de marketing digital para ONGs Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Rão Vieira.