Ecommerce AI Marketplaces, "atrasados ambientais" e AI slop ou sofisticação - e334s01
No episódio 334 falamos sobre Ecommerce AI Marketplaces, a campanha "atrasados ambientais" e AI slop ou sofisticação. Episódio de 8/01/2026 Grupo de WhatsApp: https://w.marketingporidiotas.pt MIGUEL ECOMMERCE AI MARKETPLACES E COMO OS MARKETEERS PODEM DOMINAR ESTA NOVA TENDÊNCIA Esta semana venho falar-vos sobre esta revolução que vamos ver nascer em 2026 que são os ECOMMERCE AI MARKETPLACES. O que é isto perguntam vocês? O Frederco Carvalho explica: Um AI Marketplace é um ecossistema digital em que a descoberta, recomendação e, muitas vezes, a compra de produtos ou serviços são mediadas por sistemas de Inteligência Artificial, em particular modelos de linguagem (LLMs), em vez de motores de pesquisa tradicionais ou marketplaces clássicos. Tanto a OPENAI como a GOOGLE anunciaram que vamos poder comprar produtos diretamente no LLM em 2026… A esta nova forma de fazer compras chama-se Ecommerce AI Native, ou AI Marketplace, ou uma salganhada qualquer que lhe queiram chamar… As principais diferenças de um AI Marketplace para um marketplace normal são: - Interface conversacional – funciona como chatbot; - Descoberta baseada na intenção e contexto – Explicamos as nossas necessidades, para quem se destina o que procuramos, as situações e a Inteligência Artificial descobre os produtos, serviços e soluções ideais; O que isto significa para os marketeers? Parte do Ecommerce vai passar a ser AI Native… A cada mês que passa vamos pensar mais e mais em como vender nos LLMs até que vai chegar ao ponto de já só pensarmos nisso! - O FUNIL COLAPSA - A pesquisa, a comparação e decisão acontecem numa única experiência contínua. Em alguns casos, a compra é feita sem sair da conversa. - Menos dependência de rankings e anuncios tradicionais; - A visibilidade surge através de recomendações inteligentes e não apenas de prateleiras digitais. SEO e PAID media vão evoluir de keywords e biddings e terão de ser otimizados para contexto, relevância e confiança para serem recomendados O branding vai ganhar um novo relevo pois marcas mais confiáveis poderão ganhar mais destaque Oportunidade para pequenos retalhistas o O AI Marketplace reduz a dependência de “página 1 do Google”. Pequenos players podem competir com base em mérito, relevância e valor do produto, e não apenas em orçamento publicitário Os gatekeepers tradicionais vão ter de se adaptar… A Amazon e os outros vão passar a ter chatbots inteligentes, vão fazer parcerias com os LLMs mais populares ou então vão desaparecer gradualmente… Por agora os LLMs vão ser parceiros dos grandes marketplaces...no futuro vão fazer aquilo que a inteligência artificial faz sempre...tomar conta do negócio e acabar com intermediários . As perguntas que eu tenho para vocês são: O que podem os marketeers fazer para surfarem esta onda e não serem apanhados na rebentação? Será que a amazon se vai deixar apanhar na rebentação? DIOGO Então há muito que não tínhamos uma campanha entre aspas controversa aqui no podcast e por isso quis trazer a última campanha do Eletrão dos Atrasados ambientais. Já ouviram falar? Vamos ouvir o anúncio para quem não ouviu. [embed]https://www.youtube.com/watch?v=RnGht2Qs4RM[/embed] Esta campanha foi partilhada no nosso grupo assim que saiu pelo grande Luíz Menezes que está sempre atento e o comentário do Luiz já tinha sido: “por falar em tem tudo para correr bem...só que não” E claro basta irmos ao post do Instagram da marca e temos: https://www.instagram.com/reel/DS2adPBCEjq/ De dizer que a campanha foi criada pelo Escritório e segundo o CEO da Eletrão: “A associação escolheu "usar humor e um certo desconforto saudável para pôr o tema na mesa, antes de mais um ano de metas por cumprir" E que este post é um dos mais vistos na conta de Instagram da Associação. E o anúncio está um alcance de 4 milhões de utilizadores. Biblioteca de Anúncios Por último de referir que a associação não retirou até ao momento o anúncio do ar e a campanha está em televisão, rádios, mupis, digital e redes sociais. Questão para vocês é se pensam que o anúncio deveria ser retirado do ar ou não? Ou se vêem algo de errado com o anúncio? FRED A opinião da Microsoft e da Google sobre AI SLOP Numa semana, Satya Nadella, CEO da Microsoft, escreveu no seu blog pessoal que o sector precisa de ultrapassar a discussão “slop vs sophistication” e focar-se na integração da Inteligência Artificial na vida e no trabalho. Pensar nisto como uma “ferramenta amplificadora” do potencial humano. Vale a pena traduzir isto para linguagem de gente ocupada: “AI slop”, um tema abordado neste podcast, episódio 294, é a expressão que ganhou tração para descrever conteúdo gerado por Inteligência Artificial com aspeto convincente, mas de baixo valor: texto genérico, repetitivo, por vezes errado, e frequentemente indistinguível de algo bem escrito à primeira vista. É o equivalente digital a uma prateleira cheia de produtos com embalagens bonitas… e ingredientes fracos. A discussão “slop vs sofisticação” é, no fundo, a pergunta que os utilizadores fazem todos os dias: isto ajuda mesmo ou só parece que ajuda? E o tema está quente porque a quantidade de conteúdo automático aumentou e as plataformas começaram a servi-lo em escala, inclusive em resultados de pesquisa. Dias depois, Jaana Dogan, engenheira principal ligada ao ecossistema do Gemini, sugeriu que o sentimento anti-IA aparece quando as pessoas estão “burned out” — cansadas de experimentar tecnologia nova. A leitura implícita é desconfortável: em vez de se discutir “qualidade”, discute-se a “reação” de quem usa. E há fumo, com números. Um estudo recente do Pew Research Center, baseado em navegação real em pesquisas Google, identificou um padrão claro: quando aparece um resumo de IA, a probabilidade de clique em links desce de 15% para 8%. Em termos simples, a resposta aparece antes do clique… e menos gente sai do Google para ler a fonte. Para quem vive de tráfego (media, publishers, afiliados, comparadores), isto pode ser receita desaparece do dia para a noite. Em paralelo, já existem queixas formais na Europa contra as AI Overviews por alegado abuso de posição dominante e uso de conteúdo de publishers sem um “opt-out” proporcional ao impacto gerado. A fricção é antiga, mas agora é mais aguda: durante anos, o acordo implícito foi “deixem rastrear e, em troca, recebem distribuição e tráfego”. Se o rastreamento continua, mas o tráfego diminui, o contrato psicológico parte-se. Para quem trabalha em marketing, isto não é conversa de Silicon Valley. É a vida real, porque o marketing vive de duas moedas: **atenção e confiança**. Se a atenção passar a ser intermediada por resumos e agentes, pode haver eficiência sim senhor, mas perde-se controlo sobre contexto e a atribuição. A marca deixa de “aparecer” como escolheu e passa a aparecer como o assistente decidiu. E se a confiança for corroída por respostas erradas, enviesadas ou “meias verdades bem escritas”, o custo além da reputação, pode ser uma conversão perdida, suporte sobrecarregado, ruído, enfim. Pergunta: 1. Se a atenção está a migrar de cliques para “respostas prontas” (resumos e agentes), o que deve mudar primeiro numa estratégia de marketing: conteúdo, SEO, media pago ou a própria proposta de valor? Porquê? Como é que uma marca “ganha” dentro de um resumo de IA sem controlar o contexto? Que sinais práticos aumentam a probabilidade de ser citada ou recomendada de forma favorável? Sobre o Podcast Marketing por Idiotas O podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico. O podcast é apresentado pelos comentadores com lugar cativo o freelancer de marketing digital para ONGs Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Rão Vieira.
O CEO do Instagram e imagens com IA, avisos de saúde mental nas redes sociais e muito mais... - e333s01
Neste episódio das rapidinhas falamos sobre o CEO do Instagram e imagens com IA, avisos de saúde mental nas redes sociais e muito mais... Episódio de 7/01/2026 Grupo de WhatsApp: https://w.marketingporidiotas.pt RAPIDINHAS Nova Iorque obriga a “avisos de saúde mental” nas redes sociais ou seja passa a exigir avisos de risco para a saúde mental em plataformas com feeds algorítmicos e “infinite scroll”, especialmente por impacto em menores. Fonte: https://archive.is/hY2fe 🔮 O que “não vai acontecer” nas plataformas em 2026 (segundo o Digiday) A leitura aponta para um 2026 com várias “não-resoluções”: o tema TikTok/EUA continuará em ambiguidade; o Threads não deverá tornar-se um canal de anúncios relevante; e o Snap continuará com limitações estruturais de monetização. Fonte: https://digiday.com/marketing/for-platforms-heres-whats-not-going-to-happen-in-2026/ O CEO do Instagram defende que a deteção de conteúdos sintéticos vai falhar à medida que a IA melhora. A alternativa proposta é “certificar o real” (ex.: assinaturas criptográficas na captura), e que conteúdos menos polidos podem tornar-se sinal de autenticidade. Fonte: https://www.engadget.com/social-media/instagram-chief-ai-is-so-ubiquitous-it-will-be-more-practical-to-fingerprint-real-media-than-fake-media-202620080.html Nos EUA, os vistos e autorizações de trabalho são cada vez mais influenciados por “alcance online” Advogados de imigração nos EUA indicam que métricas sociais (seguidores, parcerias) contam como prova de “mérito”. Fonte: https://www.ft.com/content/8816fcec-4148-4cda-be7f-fc59d5bcbf59?sharetype=gift LinkedIn esclarece o que mais influencia o alcance no feed (2025) A plataforma reforça que conteúdos autênticos e baseados em experiência real tendem a superar generalidades (incluindo as geradas por IA). Sugere 2–5 publicações por semana e indica que a distribuição depende mais de relevância, clareza, timing e sinais de envolvimento do que de fatores demográficos. Hashtags não pesam no ranking. Fonte: LinkedIn — https://www.linkedin.com/pulse/top-linkedin-feed-questions-2025-gyanda-sachdeva-anl2e/ A Polónia pediu À Comissão Europeia uma investigação ao TikTok por desinformação gerada por IA O pedido invoca um aumento de vídeos gerados por IA a incentivar a saída da UE, sugerindo campanha coordenada com risco para a ordem pública. O TikTok afirma remover conteúdos que violam regras e estar a colaborar com autoridades, enquanto Bruxelas avalia o pedido no âmbito do DSA. Fonte: Euractiv — https://www.euractiv.com/news/poland-asks-commission-to-investigate-tiktok-over-ai-disinformation/ Estudo indica que mais de 20% das recomendações a novos utilizadores no YouTube são “AI slop” A análise reporta que uma fatia relevante das primeiras recomendações para contas novas é conteúdo de baixa qualidade, muitas vezes automatizado. Fonte: The Guardian — https://www.theguardian.com/technology/2025/dec/27/more-than-20-of-videos-shown-to-new-youtube-users-are-ai-slop-study-finds 📉 CMOs apontam as tendências de marketing mais sobrevalorizadas em 2025 A principal crítica foi a corrida a memes, microtendências e “novas plataformas” sem consistência, sacrificando construção de marca no longo prazo. Hábitos como social listening, PR de crise e SEO ficaram desajustados face ao comportamento atual do consumidor. Fonte: Marketing Brew — https://www.marketingbrew.com/stories/2025/12/18/cmos-on-overhyped-marketing-trends-in-2025 Sobre o Podcast Marketing por Idiotas O podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico. O podcast é apresentado pelos comentadores com lugar cativo o freelancer de marketing digital para ONGs Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Rão Vieira.
A IA em 2025, um resumo e o que os marketers podem fazer em 2026 - e332s01
No episódio 332 falamos de inteligência artificial em 2025, um resumo e o que os marketers podem fazer em 2026. Episódio de 23/12/2025 Grupo de WhatsApp: https://w.marketingporidiotas.pt Resumi por IA Neste episódio especial de Natal, os anfitriões Diogo Abrantes da Silva e Miguel Rão Vieira fazem um balanço do ano de 2025 no universo da Inteligência Artificial (IA) e projetam o que os profissionais de marketing podem, de forma realista, esperar e fazer com estas ferramentas em 2026. A discussão, inspirada numa análise do especialista Christopher Penn, avalia o que é promessa, o que é realidade e onde o fator humano continua a ser insubstituível. O Salto Quântico da IA em 2025: Da Simplicidade ao "Doutoramento" O ano de 2025 foi marcado por uma evolução exponencial dos modelos de IA. Segundo a análise, a IA passou de uma inteligência "básica" para um nível equivalente a um "doutoramento", com os modelos mais recentes a alcançarem pontuações 4 a 9 vezes superiores em testes complexos de raciocínio em comparação com o início do ano. Os principais marcos incluem: Abertura da Competição: O lançamento do DeepSeek no início do ano mostrou que a liderança em IA já não era um monopólio dos EUA, abrindo a porta à inovação global. Multimodalidade: A IA deixou de ser apenas texto. O lançamento de modelos como o VEO 3 (Google), capaz de gerar vídeo com áudio sincronizado, e o Sora 2 (OpenAI) tornaram a criação de conteúdo multimédia mais acessível, apesar das controvérsias sobre direitos de autor. Guerra de Modelos: O final do ano foi dominado pelo lançamento do Gemini 3 (considerado o mais inteligente no momento da gravação), do GPT-5.2 e do Claude Opus 4.5, solidificando a era da IA multimodal (texto, imagem, áudio, vídeo). Ferramentas Integradas: Surgiram os "browsers agenticos" (como Perplexity e Comet) e os servidores MCP, que funcionam como APIs de inteligência artificial, permitindo que diferentes aplicações comuniquem com a IA de forma mais fluida. O que os Marketers Podem (e Não Podem) Fazer com IA em 2026: Tarefa a Tarefa O cerne do episódio é uma análise prática sobre o nível de automação que a IA permite em tarefas específicas de marketing, divididas em três categorias: Automação Total, Assistência (onde a IA ajuda, mas precisa de supervisão humana) e Mito (onde a promessa ainda não corresponde à realidade). Desenvolvimento de Estratégia Digital: Assistência. A IA pode analisar dados e ajudar a estruturar um plano, mas falta-lhe o pensamento estratégico para definir a direção do negócio. Pesquisa de Mercado e Concorrência: Assistência. É excelente para fazer "deep research" e compilar informação rapidamente, mas precisa de verificação humana para evitar "alucinações" (informações incorretas). Criação de Conteúdo para Redes Sociais: Assistência. Consegue criar rascunhos, mas a supervisão humana é crucial para garantir o tom, a qualidade e o alinhamento com a marca. Criação de Criatividades Publicitárias (Banners): Assistência. Pode automatizar a criação se existirem templates pré-definidos, mas não substitui a criação do conceito original. Otimização para Motores de Pesquisa (SEO): Assistência. Ajuda na análise de páginas e sugestão de palavras-chave, mas a estratégia global de SEO ainda depende de um especialista. Gestão do Calendário Editorial: Assistência. Pode sugerir temas com base em tendências, mas a decisão final do que e quando publicar continua a ser humana. Gestão de Campanhas (Google/Meta Ads): Assistência. É ótima para reporting e sugestões, mas não tem o "sentimento" para tomar decisões complexas, como quando não mexer numa campanha que está a aprender. Moderação de Redes Sociais (Comentários): Assistência. Pode responder a comentários simples, mas as suas respostas são facilmente identificáveis como automáticas e falta-lhes a autenticidade humana. Criação de Publicidade de Vídeo: Assistência. As ferramentas são impressionantes, mas ainda cometem erros de detalhe que só um especialista da marca consegue identificar (ex: um botão de um casaco no sítio errado). Gestão de Campanhas de Email Marketing: Assistência. Pode automatizar partes do processo, mas a estratégia e a relação com a base de dados precisam de gestão humana. Manutenção do Website: Mito. É uma tarefa demasiado complexa e específica. A IA não consegue, por si só, fazer atualizações, corrigir links quebrados ou alterar a estrutura de um site de forma fiável. Implementação de Tags e Pixels: Mito. Requer um conhecimento técnico do código e da estrutura de cada site que a IA ainda não consegue replicar de forma autónoma. Criação de Relatórios de Web Analytics: Automação Total. Esta é uma das áreas onde a IA brilha. Consegue agregar dados de múltiplas fontes, encontrar padrões e criar relatórios detalhados. Qualificação de Leads (Lead Scoring): Automação Total. Consegue analisar os dados de um lead, compará-los com critérios definidos e atribuir uma pontuação de forma muito mais eficiente que um humano. Gestão do Orçamento de Marketing: Mito. O orçamento de marketing vai muito além do digital (eventos, publicidade tradicional) e envolve decisões estratégicas que a IA não pode tomar. Relações Públicas Digitais e Parcerias: Assistência. Pode ajudar a identificar potenciais parceiros, mas a negociação e a gestão da relação são fundamentalmente humanas. Gestão de Programa de Afiliados: Assistência. Enquanto a gestão de centenas de pequenos afiliados pode ser automatizada, a relação com os parceiros-chave ("as Cristinas Ferreiras") exige um acompanhamento pessoal. Conclusão: O Foco em 2026 A grande conclusão do episódio é que, apesar do avanço espetacular, a IA em 2026 continuará a ser uma ferramenta de assistência e não de substituição total para o marketer. A sua grande força está em automatizar tarefas repetitivas e baseadas em dados (reporting, lead scoring), libertando os humanos para se focarem naquilo que as máquinas (ainda) não conseguem fazer: estratégia, criatividade, pensamento crítico e relações humanas. Delegar um departamento inteiro à IA continua a ser um mito; o desafio para os profissionais será aprender a usar estas ferramentas para aumentar a sua própria eficiência e valor. Sobre o Podcast Marketing por Idiotas O podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico. O podcast é apresentado pelos comentadores com lugar cativo o freelancer de marketing digital para ONGs Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Rão Vieira.
Tendências para 2026 em marketing, negócios e vendas - e331s01
Esta semana falamos do ebook solidário sobre tendências para 2026 em marketing, negócios e vendas onde todas as vendas revertem a favor da Acreditar. Livro em marketingporidiotas.pt/livro Episódio de 18/12/2025 Grupo de WhatsApp: https://w.marketingporidiotas.pt Resumi por IA Neste episódio especial, os anfitriões Diogo Abrantes da Silva, Miguel Rão Vieira e Frederico Carvalho debatem as tendências que vão moldar o mercado em 2026. A discussão tem como base um e-book solidário com 28 tendências, compilado por Bernardo Ferreira, cujas receitas revertem na totalidade para a associação Acreditar, que apoia crianças e jovens com cancro. Tendência 1: A Era do GEO (Generative Engine Optimization) Frederico Carvalho introduz a primeira tendência, da autoria de Miguel Maio, focada na evolução do SEO para o GEO. O conceito defende que a otimização já não se foca apenas em palavras-chave, mas sim em tornar o conteúdo numa fonte de autoridade, credibilidade e conhecimento técnico para ser a referência escolhida pelos motores de IA. A Perspetiva: Com o crescimento dos "zero-click searches" (pesquisas onde o utilizador obtém a resposta diretamente na página de resultados, sem clicar em links), o objetivo passa a ser que a IA cite a marca como fonte na sua resposta. Dados de Suporte: Frederico nota que estratégias como adicionar estatísticas e citar fontes credíveis aumentam a visibilidade em 15% a 30%, enquanto o antigo "keyword stuffing" é cada vez mais penalizado. O Contraponto de Miguel: Miguel Ramalho Vieira alerta que a era da "exposição grátis" acabou. Acredita que, ao contrário do SEO, o GEO não será uma substituição direta e que haverá um custo associado para as marcas serem destacadas, mudando o "trade-off" que existia com o Google. Tendência 2: A Chegada da Publicidade aos LLMs (Large Language Models) Miguel Ramalho Vieira aborda a tendência de João Nogueira: a inevitável chegada da publicidade a plataformas como o ChatGPT. Miguel considera isto mais uma certeza do que uma tendência para 2026. Como vai funcionar? Miguel discorda que a publicidade será "orgânica". Defende que os anúncios serão claramente identificados e separados do conteúdo gerado, para que o LLM não assuma responsabilidade pela mensagem publicitária. Nova Métrica: Ele especula sobre o fim do "custo por clique" neste novo formato, sugerindo um modelo de "custo por recomendação", onde o anunciante paga sempre que o seu produto ou serviço é sugerido pela IA, independentemente de haver um clique. A Plataforma: Fica a dúvida se a OpenAI irá desenvolver a sua própria plataforma de anúncios ou se irá integrar-se com o ecossistema da Microsoft (Bing), o seu maior investidor. Tendência 3: Hiperpersonalização Escalada por Inteligência Artificial Diogo Abrantes da Silva traz a tendência de Hugo Francisco, sobre como a IA vai ser um catalisador para criar experiências de cliente únicas e adaptadas em tempo real. O painel concorda, mas com nuances importantes. A Barreira Humana: Miguel acredita que a tecnologia já existe, mas o principal obstáculo é a resistência dos gestores de marketing em ceder o controlo à máquina, que é necessária para operar a este nível de personalização massiva. O Paradoxo da Personalização: Frederico recorda um episódio anterior sobre "algoritmocracia", alertando para o fosso entre a perceção e a realidade. Muitas marcas acreditam que estão a personalizar, mas os consumidores não o sentem, devido a bases de dados fragmentadas e a uma inconsistência na comunicação gerada pelos próprios algoritmos de otimização. Tendência 4: A Migração para Comunidades Exclusivas Frederico aborda a tendência de João Bernardo, que prevê uma migração das redes sociais abertas para canais fechados e comunidades exclusivas (Discord, WhatsApp Communities, apps próprias). O Porquê da Mudança: As plataformas abertas são descritas como "prisões" onde o alcance é controlado por algoritmos e as marcas correm o risco de ser banidas e perderem todo o seu negócio. Ter uma comunidade própria é uma forma de retomar o controlo. Exemplo Prático: Os anfitriões comparam o seu próprio alcance: um post no seu grupo de WhatsApp tem 200-300 visualizações, enquanto na página de LinkedIn mal chega a 100, demonstrando o valor de um canal direto. A Saturação: O alerta deixado é para o risco da "fadiga de comunidades". Com tantas marcas a criar os seus próprios espaços, o fator diferenciador será a qualidade da experiência e não apenas o acesso exclusivo. Tendência 5: A Sustentabilidade (de Novo, mas Diferente) Diogo defende que a sustentabilidade continua a ser uma tendência, não por ser novidade, mas porque será moldada por novas diretivas europeias que entram em vigor em 2026. Fim do Greenwashing Vago: Uma nova diretiva irá proibir alegações ambientais genéricas e a publicidade à "neutralidade carbónica" baseada apenas em compensações. Isto irá forçar uma mudança radical na comunicação das marcas. O Passaporte Digital de Produto: Outra diretiva irá introduzir um passaporte que permitirá ao consumidor escanear um produto e ver toda a sua pegada ambiental. Além disso, a destruição de produtos não vendidos (começando pelo vestuário) será proibida. O Contraponto de Miguel: Miguel argumenta que o "pico" da sustentabilidade na comunicação já passou e que o foco está a mudar para temas mais humanos, como a saúde mental. Ele teme que, perante a regulação, muitas empresas optem pelo "Green Hushing" – o silêncio total sobre o tema para evitar o risco de multas, em vez de comunicarem de forma transparente. Sobre o Podcast Marketing por Idiotas O podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico. O podcast é apresentado pelos comentadores com lugar cativo o freelancer de marketing digital para ONGs Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Rão Vieira.
O que as PMEs devem fazer com IA e 2026 um ano mais confuso para Marketers - e330s01
No episódio desta semana falamos de 2026 um ano difícil para todos os marketers e qual o melhor conselho para as PMEs sobre IA. Episódio de 10/12/2025 Grupo de WhatsApp: https://w.marketingporidiotas.pt MIGUEL 2026 é o ano dos consumidores e marketeers mais confusos de sempre! É o ano do PARADOXO! Agora parece que todos os anos são anos de uma mudança incrível nas nossas vidas... E 2026 não vai ser diferente... A inteligência artificial mudou tudo, mas afinal não mudou assim tudo, afinal quase nada mudou, mas afinal está a mudar tudo...e parece que estamos todos a ficar um pouco confusos em relação ao que se passa e para onde vamos. Os consumidores tanto querem abraçar IA como ao mesmo tempo querem afastar-se dos ecrãs... As pessoas querem coisas hiper personalizadas, feitas à mão, mas de forma instantanea... O “Algoritmo” parece que ganhou uma cara e agora as pessoas já falam abertamente sobre a sua personalidade manipuladora. Bem...é um mundo confuso! Hoje venho falar-vos de um estudo chamado “Generative Realities” que foi feito a mais de 4500 consumidores em diferentes mercados como Estados Unidos, UK, India, Espanha, Brasil, China e Japão. Este estudo identificou 5 tendências dos consumidores para 2026 e o que isso significa para os marketeers. Escape Velocity (Velocidade de escape) Os problemas como acesso a comprar casa e emprego estável parecem agora inalcançáveis e por isso os jovens estão cada vez mais a virarem-se para mundos de fantasia. Comprar jogos, bonecos, e esses colecionáveis, jogar online etc torna-se cada vez mais as fontes de alegria e conforto de uma geração inteira. Isto não diz no relatório mas no outro dia ouvi qualquer coisa sobre o JOGO ONLINE estar a afectar principalmente quem não tem casa própria e emprego estável... Electric Dreams (Sonhos Eléctricos) A relação entre pessoas e tecnologia está cada vez mais complexa. Cada vez mais pessoas fazem da inteligência artificial o seu melhor confidente e 32% dos inquiridos afirmam que a IA os compreende melhor que amigos e família. 51% recorrem a IA para obterem respostas que normalmente perguntariam a pessoas próximas. No entanto...os consumidores estão mais desconfiados de conteúdos gerados por influenciadores IA. Trad Lives (Ou vidas Tradicionais) Como está a haver confiança e desconfiança ao mesmo tempo 64% dos inquiridos estão a refugiar-se em valores mais tradicionais. Agora o esquisito: Aparentemente isto verificou-se no aumento do interesse por fungos e fermentação caseira...voltámos a ter interesse em cogumelos mágicos e cerveja e bagaço caseiro. Mas nota-se também um renascimento da espiritualidade, religião e contacto com a natureza com 75% dos consumidores afirmarem querer passar mais tempo na natureza. Alone Together (Juntos Sós) Estamos perante uma nova epidemia de solidão. 63% dos consumidores dizem passar bastante tempo sós. No entanto estão a surgir novas comunidades baseadas em hobbies e novas formas de socialização o que está a gerar interesse em 58% dos consumidores da geração Z Analog Futures (Futuros Analógicos) Apesar de estar tudo mais digital o que é demais enjoa. O estudo prevê que nos próximos tempos vai ser cada vez mais dificil alcançar utilizadores no espaço digital. As gerações mais jovens mostram cada vez mais desejo de se desligarem da vida online, terem telemóveis burros e essas coisas. 45% dos consumidores da geração Z dizem que o mundo digital lhes causa stress! (5 p.p. em relação á população geral) Finalmente o estudo deixa uma nota: As marcas que vão alcançar o sucesso no futuro próximo são aquelas que vão conseguir aliar inteligência tecnológica com inteligência emocional, aliando eficiência a empatia e inovação a imaginação https://www.marketingdive.com/news/consumers-in-2026-will-be-full-of-paradoxes-predicts-dentsu/807008/ DIOGO Esta semana a Google lançou o review das tendências de pesquisas deste ano e claro que há uma categoria específica para pesquisas relacionadas com IA o que achei super interessante.. Mas antes, querem adivinhar qual a pesquisa geral com maior tendência em Portugal no ano 2025? Ok mas vamos lá, então nesta nova categoria este ano, a Google destacou as pesquisas com maior tendência relacionadas com IA em Portugal. E meus amigos, estes são os resultados no top de IA para:: Mas, para mim, o mais interessante destas pesquisas de “IA para” foi a sexta posição das pesquisas a pesquisa de “IA para PME”. Ou seja, há claramente uma tendência e uma procura das pequenas e médias empresas para se adaptarem à IA. Então se as pessoas têm essa questão, eu gostava falando aqui com 2 formadores na área de IA. Gostava de vos perguntar: Quais seriam os vossos conselhos para as PMEs a implementar na sua empresa? E gostava que fossem muito claros e específicos do que poderiam as PMEs fazer considerando o pouco tempo e recursos para essa adaptação. Google Highlights Key Search Trends of 2025 | Social Media Today Sobre o Podcast Marketing por Idiotas O podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico. O podcast é apresentado pelos comentadores com lugar cativo o freelancer de marketing digital para ONGs Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Rão Vieira.